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Saúde

Febre amarela: ES continua sem recomendação para vacinação

por Assessoria de Comunicação

18/01/2017 23:09

Conforme já ressaltado pelo Ministério da Saúde, o Espírito Santo não é considerado área de risco para febre amarela, portanto, continua sem recomendação de vacinação contra essa doença e não há motivo para pânico, pois tecnicamente não existe indício que motive o início de vacinação para toda a população. Essa foi a principal mensagem transmitida pelo secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (17) na sede administrativa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na Enseada do Suá, em Vitória.

O médico infectologista Lauro Ferreira esteve na coletiva junto com o secretário e com representantes da equipe técnica da Secretaria de Estado da Saúde, entre eles o coordenador do Centro de Emergências em Saúde Pública da Sesa, Gilton Almada, e a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo. O infectologista alertou que a vacina não deve ser administrada de forma indiscriminada.

“Esta não é uma vacina inofensiva, ela tem contraindicações. Vacinar inadvertidamente pode trazer risco para algumas pessoas, além de afetar o fluxo da vacina para quem precisa. O Ministério da Saúde já enfrentou situações como esta anteriormente porque isto é cíclico no Brasil. Basta ler notícias de anos anteriores que vão encontrar relatos de casos em alguns estados. E a ação é esta: fazer bloqueio na região onde tem caso confirmado, que é o que a Secretaria de Estado da Saúde está fazendo”, detalhou o médico.

O secretário Ricardo de Oliveira destacou que não há casos confirmados de humanos ou de macacos infectados pela febre amarela no estado, e que não há registro da doença no Espírito Santo há pelo menos 50 anos. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo Aedes aegypti) foram registrados em 1942, no Acre. “Todas as nossas ações visam proteger a população capixaba. Estou apelando para o bom senso das pessoas. Sempre procurou os postos de vacinação quem precisava viajar para áreas de risco, e a orientação continua sendo esta”, frisou o secretário.

Oliveira lembrou, ainda, que os macacos não são os transmissores da doença. A febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, zika e chikungunya. Ele disse que a população pode e deve continuar contribuindo com as ações de combate ao mosquito. “Os macacos não são os vilões. Na verdade, eles são um indicador de que algo está errado e servem de alerta para que possamos monitorar a situação epidemiológica”, comentou.

O infectologista Lauro Ferreira complementou salientando que os macacos passíveis de infecção por febre amarela vivem em áreas silvestres, não nas cidades. 

 

Orientação para vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área

 

Contraindicações:

- Crianças menores de 6 meses de idade;

- Pacientes com imunodepressão de qualquer natureza;

- Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave;

- Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia,radioterapia, imunomoduladores);

- Pacientes submetidos a transplante de órgãos;

- Pacientes com imunodeficiência primária;

- Pacientes com neoplasia;

- Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras);

- Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica);

- A administração deve ser analisada caso a caso na vigência de surtos.

Ações

A Secretaria de Estado da Saúde está monitorando a situação epidemiológica do estado. Entre outras ações, está a criação do gabinete de monitoramento; reunião com especialistas; reunião com os prefeitos e secretários municipais de saúde dos municípios onde haverá vacinação cautelar; reunião com área técnica da Imunização dos municípios; elaboração do Protocolo de Manejo Clínico; além de capacitações sobre manejo clínico da doença e sobre protocolos de indicação para vacinação.



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